quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Somos chamados a nos manter no rumo do Senhor

Graça, Paz e Alegria!

Mensagem do Portal Evangélico Compartilhando Na Web.


A mensagem de hoje, mais uma vez, não tem um texto específico como motivador, mas tem um livro como um todo: O Livro de Jó! É com a sua história em mente que iremos escrever as linhas da mensagem de hoje:

A Bíblia atesta que Jó foi uma pessoa com posses e importante em seu tempo. Ele é citado, por exemplo, em Ezequiel 14.14 e Tiago 5.11.
 
Jó era um gentil. Acredita-se que era descendente de Naor, irmão de Abraão. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” - o Todo Poderoso (há, pelo menos, 30 referências a Shaddai no Livro de Jó).

A maior parte do livro é composta por diálogos entre Jó e seus amigos, seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. Os quatro homens tentam responder a pergunta: Por que sofre Jó?
 
Observando o exemplo da vida de Jó, podemos pensar nas situações que acontecem ou podem acontecer conosco no dia a dia. Quantas vezes temos a impressão que algo está fora do rumo, que as coisas estão acontecendo de forma estranha e sem razão, sem motivo, apenas estão acontecendo. Buscamos no Senhor o entendimento, queremos saber se temos que nos acertar em alguma coisa e nada nos é dado como resposta. Apenas as coisas continuam estranhas. E pode até acontecer de pessoas ao nosso redor, que sabem de nossa fé, começarem a questionar essa experiência que temos com o Senhor! Em vez de encontrar apoio, consolo, sugestões... podemos encontrar questionamentos e mais questionamentos, mesmo dos mais próximos!

Podemos notar que o livro de Jó trata de um dos assuntos mais difíceis na experiência humana: como entender e lidar com o sofrimento. E sobre isso, acredito que esse seja um livro que nos apresenta mensagens muito interessantes. Podemos entender que nem sempre recebemos dificuldades por conta de erros de nossa parte e somos chamados a manter fidelidade ao Senhor, independente de nossa situação, para contar com Seu cuidado e apoio. Não importa o quanto busquemos ao Senhor, ainda podemos conhecer mais de Sua bondade. lemos no começo do livro que Jó fazia isso, inclusive, por conta de seus filhos que poderiam ter cometido algum pecado. Jó descobre que, mesmo com toda essa busca, ainda havia mais do Senhor para ele conhecer e, com isso, continuar buscando.

Jesus deixou claro que no mundo passamos sim por aflições. Mas Ele mesmo recomendo que devemos ter bom ânimo, pois Ele venceu o mundo! As coisas estranhas e ruins não acontecem apenas como "punição" a erros cometidos. Todos podem passar por momentos ruins...

Nós podemos sim sofrer nesta vida. Pessoas que dizem que os filhos de Deus não sofrem são "falsos mestres" que ou não conhecem ou não aceitam completamente a Palavra do Senhor - querem apenas algumas partes, querem que a Palavra se converta ao que eles querem em vez de se converterem ao que diz a Palavra. Jó, nosso exemplo de hoje, perdeu tudo. Podemos lembrar de Jeremias, que foi preso. Ou ainda João Batista, que foi decapitado. Sem contar com o próprio Mestre: Jesus foi crucificado. Você e eu não estamos imunes a tais situações! Podemos, sim, também sofrer. Os problemas da vida não sugerem necessariamente falta de fé, e nem sempre são provas de algum terrível pecado na sua vida. Pode até ser, mas não acontece sempre!


Assim, que possamos aprender com Jó que precisamos sim nos manter no rumo do Senhor. Que possamos observar cada dificuldade e, mesmo não gostando de passar por nenhuma delas, que possamos notar que o cuidado do Senhor se apresenta, mesmo quando parece que Ele está em silêncio. Não somos provados além do que possamos suportar e com cada uma das provas, o Senhor poderá sim nos dar a forma de resistir e superar cada uma! Que possamos manter nossos olhos no Senhor e buscando sempre Sua vontade para que possamos enfrentar cada dificuldade que se apresentar em nossa caminhada!

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

terça-feira, 23 de setembro de 2014

ESPIRITUALIDADE E SERVIÇO (1)

Graça, Paz e Alegria!

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Introdução

O verdadeiro cristão não é alienado, nem permanece indiferente diante das inúmeras situações do meio em que vive. Também não se sente melhor que os outros, mas procura sempre servir, juntamente com todos, na divulgação das boas novas do Reino.

Ser participante do Reino é ser amigo, companheiro, solidário. No Reino de Deus não há lugar para inimizades, nem falta de companheirismo. Aquele que se encontra com Cristo e com Sua mensagem de amor, inicia uma nova vida.

Nesta nova vida, testemunhamos a Cristo e praticamos a mordomia cristã. Neste cuidado com a obra de Deus, todos devem estar unidos em prol do mesmo ideal – Servir a Deus e ao próximo.


Na próxima semana, permitindo o Senhor, seguiremos com este tema!

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Comentário Devocional do Livro de Eclesiastes (2.1-11)

Graça, Paz e Alegria!

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1 Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto, goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
2 Do riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve?
3 Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne, sem deixar de me guiar pela sabedoria, e como me apoderar da estultícia, até ver o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias de sua vida.
4 Fiz para mim obras magníficas: edifiquei casas, plantei vinhas;
5 fiz hortas e jardins, e plantei neles árvores frutíferas de todas as espécies.
6 Fiz tanques de águas, para deles regar o bosque em que reverdeciam as árvores.
7 Comprei servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e de rebanhos, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.
8 Ajuntei também para mim prata e ouro, tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens, concubinas em grande número.
9 Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.
10 E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho.
11 Então, olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol.

O autor de Eclesiastes segue em sua observação sobre as coisas que se pode ter "debaixo do sol" e mais uma vez entende que "tudo é vaidade".

Mesmo aquele que sempre está alegre, com riso, felicidade... só isso serve mesmo? Se a esperança está apenas nas coisas dos nossos dias, não existe expectativa de eternidade ao lado do Senhor, é pouco...

Até a bebida, que muitas vezes é atacada como algo ruim, o autor diz que provou do vinho, mas com o cuidado para não se deixar de guiar pela sabedoria. Quer dizer: bebia, sem exagerar... E com esse estímulo, queria ver se é possível notar algo que seja agradável e digno de esperança "debaixo do sol".

Bebeu... Fez construções... Plantou hortas e jardins (isso faço também!)... Pomar... Construção de tanques de água para cuidar das plantações... Em sua cultura, comprou servos e servas, teve servos nascidos em casa... Teve grandes possessões de gados e rebanhos, mais do que todos antes dele... Guardou um grande tesouro, também sendo o mais rico de seus dias... Enfim... tudo o que queria ter, tinha... E parecia trazer alguma alegria, mas era vaidade, não havia proveito nem mesmo assim "debaixo do sol"...

Podemos comprar nossa casa... nada contra essa compra... Na praia, no campo... Ter o carro do seu desejo... melhores equipamentos como TV, tablets, Smartphones... Ter um belo jardim, uma bela horta ou um grande pomar... Sei lá... pense nas coisas que trazem alegria ao seu coração e, claro, que não seja algo ruim diante da vontade do Senhor (nosso coração pode nos enganar, não se esqueça disso!)...

Não é errado querer ter essas coisas... Não pode ser a razão de nossa vida e nem podemos condicionar nossa alegria a ter essas coisas... Mas o problema não é ter...


A crise do autor de Eclesiastes é: isso pode parecer importante, até algumas coisas são necessárias, mas não pode ser a nossa maior esperança. Se esperarmos por isso apenas, "tudo é vaidade"... A qualquer momento, podemos perder tudo... A qualquer momento, podemos morrer e deixar todas essas coisas para trás... Podemos até ter essas coisas, mas se nossa esperança é nisso, nas coisas que acontecem "debaixo do sol", "tudo é vaidade"... É apenas vontade de ter... Nos oferece uma alegria momentânea... Nossa maior esperança deve estar para além dessas coisas! Podemos ter isso, podemos querer e buscar muitas dessas coisas... Mas nossa esperança não pode se limitar a isso... Nossa esperança precisa estar para além do que acontece "debaixo do sol"!

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Comentário Devocional do Livro de Eclesiastes (1.12-18)

Graça, Paz e Alegria!

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12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
13 E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se exercitarem.
14 Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão.
15 O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar.
16 Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.
17 E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão.
18 Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.

O autor do texto mais uma vez "se apresenta" como alguém que foi rei em Jerusalém. Talvez essa parte nos mostre que a parte do texto que teria realmente sido escrita por Salomão foi "encontrada" e um outro autor passa a ajustar o texto, quem sabe acrescentar alguma coisa da experiência que ele tinha sobre a vida de Salomão. Por que essa observação? Porque Salomão foi rei até morrer. Ele não teria escrito "fui rei" depois de morto, não é mesmo? O mesmo se daria com todos os outros reis, a não ser aquele que segue para o exílio babilônico, e sem a visão, complicando para escrever um texto. Como a sabedoria está ligada a Salomão e o autor do texto se preocupa em comentar sobre a sabedoria conquistada, é muito mais simples entender Salomão como autor da maior parte do texto e/ou aquele que passou o ensinamento para que outro escrevesse (no Mundo Antigo, algumas vezes isso acontecia: outra pessoa escrevia, mas como a ideia era de um personagem mais conhecido, a autoria era atribuída a esse personagem que iniciou a passagem de tal pensamento, mesmo que outro tenha escrito parte ou até mesmo todo o texto).

Pensando na Sabedoria e na observação das coisas que se faz enquanto estamos vivendo debaixo do sol, Salomão observa mais uma vez que tudo é vaidade. Se a vida se limita ao que temos aqui, mesmo que se tenha muito ou pouco, mesmo que se consiga ter algo mais depois de ter pouco ou que se mantenha o que tem, mesmo sendo pouco ou sendo muito, até mesmo em buscar mais sabedoria e entendimento, se tudo o que temos de esperança se resume no que temos nesse tempo debaixo do sol, tudo é vaidade, é simples demais, é busca sem sentido, ainda que pareça importante. Sempre lembrando que temos essa "chave de leitura" para o texto de Eclesiastes: Salomão observa como vaidade o que temos "debaixo do sol", o que temos nesta vida e se essa é a nossa única esperança, se não acreditamos que há algo mais depois deste tempo que temos por aqui, tudo é vaidade, cansaço, um simples fazer e desfazer...

Nessa busca pela sabedoria, podemos sim nos cansar! Não por ter o conhecimento, mas por ver que não há muito o que se fazer para ser diferente. Não no sentido que podemos ajudar outra pessoa em dificuldade, dar a mão, apoiar... Mas nesse sentido de esperança de vida mesmo. Se não há nada além o que se esperar, o que temos debaixo do sol é vaidade. E quem observa isso, nota que esse constante buscar por algo que pode nem ser ou nem acontecer, sente-se cansado, pois não há o que se possa fazer para mudar, acrescentar um centímetro ao tamanho ou um segundo ao tempo de vida, para completar algo que faltou ter ou fazer.


Por isso, nossa esperança precisa ir além! Entender que temos sim que fazer e viver cada situação que temos em nossa vida "debaixo do sol", mas não podemos ter nossa esperança nisso apenas! Pois como o tempo "debaixo do sol" pode acabar a qualquer momento, tendo ou não realizado o que queríamos, se essa for a nossa maior esperança, é algo vão. Precisamos lutar e viver cada situação de nossa vida, mas depositar a nossa esperança no Senhor. Se o Senhor nos permitir, faremos isso ou aquilo (como recomenda Tiago, no Novo Testamento) e, mesmo sem isso, a nossa maior esperança é no Senhor! Assim, essa questão que parece até depressiva de Eclesiastes muda de sentido! O autor avalia a esperança de quem tem nas coisas desta vida a maior esperança e expectativa. Nisso, tudo é vaidade. Não há nada de novo. Mas no Senhor, podemos esperar a melhor novidade, ter a maior esperança, e saber que temos Nele sempre o melhor! "Debaixo do sol" ou na eternidade!

Forte abraço!
Em Cristo,
Ricardo, pastor